sexta-feira, 15 de outubro de 2021
sexta-feira, 1 de outubro de 2021
DEIXEM-ME ENVELHECER de Concita Weber
DEIXEM-ME ENVELHECER
Deixem-me
envelhecer sem compromissos e cobranças,
Sem a
obrigação de parecer jovem e ser bonita para alguém,
Quero
ao meu lado quem me entenda e me ame como eu sou,
Um
amor para dividirmos tropeços desta nossa última jornada,
Quero envelhecer
com dignidade, com sabedoria e esperança,
Amar
minha vida, agradecer pelos dias que ainda me restam,
Eu não
quero perder meu tempo precioso com aventuras,
Paixões
perniciosas que nada acrescentam e nada valem.
Deixem-me
envelhecer com sanidade e discernimento,
Com a
certeza que cumpri meus deveres e minha missão,
Quero
aproveitar essa paz merecida para descansar e refletir,
Ter
amigos para compartilharmos experiências, conhecimentos,
Quero
envelhecer sem temer as rugas e meus cabelos brancos,
Sem
frustrações, terminar a etapa final desta minha existência,
Não
quero me deixar levar por aparências e vaidades bobas,
Nem me
envolver com relações que vão me fazer infeliz.
Deixem-me
envelhecer, aceitar a velhice com suas mazelas,
Ter a
certeza que minha luta não foi em vão: teve um sentido,
Quero
envelhecer sem temer a morte e ter medo da despedida,
Acreditar
que a velhice é o retorno de uma viagem, não é o fim,
Não
quero ser um exemplo, quero dar um sentido ao meu viver,
Ter
serenidade, um sono tranquilo e andar de cabeça erguida,
Fazer
somente o que eu gosto, com a sensação de liberdade,
Quero
saber envelhecer, ser uma velha consciente e feliz!!!
Autoria Concita Weber
quarta-feira, 29 de setembro de 2021
Dois poemas semelhantes "QUANDO EU FLOR"
Quando eu flor
e tu flores
nós flores seremos
e o mundo só florescerá
quando tu, amor
a mais bela flor
encontrar um beija-flor
que vai tirar o melhor de você
e dizer: quero te ver
quando menos esperar
esse vai aparecer
e transparecer...
Quando eu flor.
"TODA A PRIMAVERA"... de Suraya Helayel
"Toda a Primavera..."
SELVA de Janice de Bittencourt Pavan
SELVA
Você sabe por que veio?
E neste meio
Você é mais homem do que bicho
Ou mais bicho do que homem?
Nesta selva o que você leva?
O sol?
As trevas?
Quanto vale?
Até quando?
Pra que tanto?
O tanto é pó
Montão de terra.
Poema de Janice de Bittencourt Pavan
Do livro Bicho-Homem - página 81.
Março 1992.
sexta-feira, 24 de setembro de 2021
A ÁRVORE DE MINHA INFÂNCIA de Ana Esther
A Árvore da Minha Infância
Minha melhor amiga, a amada corticeira,
Em seus galhos eu passava horas, bem faceira!
À beira do rio Guaíba, lá estava ela...
Na paisagem exuberante, surgia singela.
Em seus braços me abraçava;
Minhas descobertas eu revelava.
Como eram longas nossas conversas!
Muitas aventuras, tão diversas.
Galhos ressequidos, muitas folhas, lindas flores;
Seiva de inspiração e fonte de mil sabores.
Foi sede do meu laboratório secreto
Que lá mantive com todo o meu afeto.
Ah, quantos dias de alegria
Sob sua sombra, a fantasia
Ao dar adeus a minha infância,
Da amiga corticeira veio a distância...
Hoje, dela só resta a saudade;
Lembrança de tanta felicidade.
Faço aqui o meu louvor
Pra quem me ofereceu tanto amor!









