sábado, 15 de maio de 2021

Ela, encantada de Luis Fabiano Souza

 

Ela, encantada

 

Pudera eu ser o teu céu

Para ter-te junto a mim

Aluado a tocar-te o véu

Extasiar-me em prazeres sem fim.

 

Quem dera fosse só meu

Este brilho que emana de ti,

Terias a quem chamar teu

Jamais me verias partir.

 

Noite a dentro enluarado

Tendo alguém fantasiado

Viajando em seu próprio eu.

 

Ao ver o brilho encantado

As horas deixou de lado

E por horas adormeceu.

                Luis Fabiano Souza

 


APENAS SONHO...de Ivonita Di Concílio

 

APENAS SONHO...

 

Minha memória remota é admirável. Com muita facilidade consigo lembrar de passagens dos meus  tempos de criança.  No entanto,  fatos recentes, fisionomias e nomes de pessoas fogem constrangedoramente da minha “caixa pensante”.

Nesse  derrame, os sonhos durante a noite também se esvaem. Muito raramente lembro-me de algum. Porém, no que se refere à imaginação, nunca deixarei de idealizar e sonhar com a realização do devaneio.

Felizmente, esta capacidade de ‘inventar’ eventos ou ações ainda não se perdeu, pois estou sempre e sempre criando coisas. Como sou voltada a organizar grupos colaborativos vou aumentando o número de  adeptos às minhas “engendrações” e, dessa maneira, ampliando a quantidade de amigos.

Anteontem vi mais um dos meus sonhos se diluir como bolha de sabão, não antes de perder meu sono ‘edificando’ planos mirabolantes (sempre com o famoso “pé atrás”). Acompanhem meu sonho e vejam que bom se não fosse uma bolha:

Sem entrar em muitos detalhes, minha base era as quatro salas de um certo edifício no centro de Florianópolis, em total inoperância desde 1999. Há algum tempo eu vinha ‘namorando’  essas salas para abrigar a minha associação literária, ALIFLOR.

Algumas semana atrás tomei a iniciativa de pedir apoio a um Senador da República muito ligado à cultura catarinense. Mandei-lhe um e-mail detalhando toda a situação e o estado de abandono das quatro salas, sugerindo que as mesmas fossem destinadas à minha entidade e outras congêneres que também como nós não possuem sede própria.

Mandei a solicitação e, sem muita expectativa, não perdi o meu sono e nem sonhei nada com relação ao pedido. Até que, anteontem, recebi um e-mail da assessora do Senador pedindo meu telefone para contato.

Sabem aquelas brasas já cobertas de cinzas, mas não totalmente extintas? Foi como um sopro fazendo uma brasinha reavivar. Quem – sonhadora como eu – conseguiria dormir antes de transformar ao menos duas salas para a AIFLOR, inclusive com um mini auditório, que seria alugado a preços módicos às entidades irmãs,  para sessões de cunho cultural. Até nome para o espaço  eu sonhei: Donato Ramos. Naquela noite fria custei a encontrar o sonho, mas foi um sonho acordado  muito lindo...

O contato foi feito e o sonho desfeito...  Fiquei sabendo que  a pesquisa foi realizada, mas a cessão das quatro salas é impossível. Porém,  o  atencioso gesto do parlamentar em dar retorno fez com que a minha admiração por ele aumentasse.

Vamos para outro plano...

Ivonita Di Concílio

            Em 14/05/2021

 


quinta-feira, 29 de abril de 2021

ALI FLOResce - Poema de Janice de Bittencourt Pavan

        


ALI FLOResce 

Que jardim mais rico é esse

Com variedade de cores?

É a Vida que ALI FLOResce

Com perfumes e fulgores.

 

Contemplo apaixonada

Canteiros assim tão viçosos

Da terra que nos dá do nada

Rebentos iguais gloriosos.

 

Tem os girassóis de LORENA;

Madressilvas de IVONITA.

E alegres, cheias de fita,

As dálias da poetisa ELENA.

 

Para JELENA, as margaridas;

Orquídeas para SURAYA.

E, num hino à vida madrinha,

Alegram canteiros na praia

Os jasmins de FLAVINHA.

 

Um canteiro de hortênsias:

Bela escolha de ELIANA;

Os Junquilhos de JANÍ;

As edelveiss de HERALDA:

Confesso que nunca vi

Mas ao pesquisar, entendi. 

 

E, ao acalentar no peito,

Tem nosso OSWALDO escritor

O nome de Amor- perfeito

Por que lhe é perfeito o Amor.

 

Quantas violetas, TERESA,

Teremos que te ofertar?

São tantas delicadezas

Que versos querem pular.

 

Lembrando em formar as flores

Das flores que vão dançar

Neste jardim de escritores

Cheio de perfumes e fulgores

Com as flores do campo - VILMAR.

 

A uma corbélia compara,  

Tantas espécies escondidas!...

A rosa, majestosa, preferida

Confiro à linda Rosaura.

 

No meio de tanto amor

Foi TERESA quem disse

Que a flor símbolo da Aliflor

É a Flor de Liz de JANICE.

 

Quero também registrar  

Que essa ideia carinhosa  

- dar nome de flor ao alifloriano-

Foi de HERALDA (se não me engano)

E daí um grande jardim

Que florescerá todo ano.

 

E como “bom filho à casa torna”

À MÁRCIA nossas boas vindas:

IVONITA gentilmente lhe adorna

Com frésias, cheirosas e lindas.

 

Existem muitas belezas

Que faltam na citação

Pois como RAQUEL com certeza

Amam todas de paixão.

 

Temos LEDA flor guerreira

Quem sabe a flor Anaí

Que sabe enfrentar barreiras

E faz arte com frenesi...

 

Onde está a flor de CLARA?

Onde está a LOURDES da flor?

E os novos aliflorianos

HÉLIO E LUIS FABIANO?

 

MACIEL e RUDNEY

Suas escolhas onde estão?

Mas são lembrados todo ano  

Pois “gente finíssima” são.

 

Ah! Temos ADIR e ELÍRIO

Que o campo veste em flor

Com a beleza dos lírios,

Complementos da Aliflor.

 

De Janice de Bittencourt Pavan

Homenagem aos escritores da Aliflor.


Os primeiros aliflorianos a receber os exemplares da Coletânea Comemorativa aos 20 anos da Aliflor.

 

      











Relatório da live ocorrida em 15 de abril de 2021, comemorativa aos 20 anos da ALIFLOR.

 


20 anos de ALIFLOR

 

            No dia quinze de abril, a ALIFLOR completou vinte anos, porém a festa foi antecipada para o dia treze, via internet, em razão da pandemia que nos força a um distanciamento. Foi uma festa linda comandada com doçura e competência por Laura Malta, cerimonialista oficial desta associação. Entre apresentações de dança, canto e declamação a tarde transcorreu com muitos momentos de grande emoção. Fizeram-se presentes: Ivonita Di Concilio, Rosaura Saraiva, Janice Pavan, Raquel Conti, Suraya Helayel, Victor Veras- sobrinho neto do maior homenageado do evento, o saudoso VICENTE GABRIELE PASCALE, fundador da ALIFLOR - Marli Rita Roveda, presidente da ASAPREV, Bárbara Tavares, Valmir Vilmar de Souza, Zuleika Ribeiro, Marcia Konder, Izolina Rocha Andrade, Maria de Lourdes Andrade, Beatriz Silveira, Alcedo Maciel, Helio Cabral Filho, Teresa Brasil, Elirio Franceschi, Mara Roloff, Ney Santos e Jani Maria Semicek.

            Laura abriu o evento saudando a todos e já anunciando uma surpresa: Ivonita cantando o Hino à ALIFLOR, ao terminar agradeceu à Teresa e ao Alcedo pela ajuda. Na sequência, falou sobre o concurso literário que tinha por objetivo homenagear Vicente Gabriele Pascale e que, por ter recebido somente onze adesões, foi transformado em coletânea. Mencionou ainda as dificuldades financeiras, agradecendo a todos que ajudaram em sua confecção, reiterou que na próxima semana os livros estarão à disposição de todos.

            Laura Malta retomou a palavra, fez uma breve apresentação de Ivonita  e começou a apresentação de um  bailarino, no Teatro Guaíra de Curitiba. Em seguida, Ivonita falou sobre O fundador da ALIFLOR agradecendo a presença de Victor Veras, sobrinho neto de Pascale. Acrescentou ainda que Aline, neta de Vicente Pascale, foi secretária da Associação nos primeiros anos. Victor Veras deu seu depoimento, agradecendo a todos. 

APRESENTAÇÕES:

1) Valmir Vilmar Souza - Arrumação

2) Dança

3) Teresa Brasil - miniconto de Drummond 

4) Dança - alunas de Suraya Helayel Maia 

5) Suraya Helayel Maia- Lista de supermercado - Paulo Cândido

6) Helio Cabral Filho - Soneto 

7) Maria de Lourdes de Andrade 

8) Elena Lamego 

9) Márcia Konder - poema de sua autoria 

10) Ivonita Di Concilio - Outra vez, de Roberto Carlos

11) Raquel Conti 

12) Janice Pavan - Poder do amor (Power of Love)

13) Jani Maria Semicek - As minhas vitórias - ALIFLOR, de Vicente Pascale

14) Elirio Franceschi - 

15) Ney Santos

16) Alcedo Maciel           

Em meio às apresentações, Marli Rita Roveda agradeceu a oportunidade e falou com carinho sobre o homenageado.           

A cerimonialista se disse orgulhosa por poder participar desses encontros, agradeceu a todos  e encerrou parabenizando a ALIFLOR.

            O encerramento se deu na voz de Lêda Mônica Fialho que, com toda sua competência, fez um relato sobre a história dos vinte anos da Associação Literária Florianopolitana, relato este escrito por Janice de Bittencourt Pavan, que foi presidente da ALIFLOR por quatro vezes. Fotos foram exibidas nesse meio tempo, enquanto depoimentos de associados eram entremeados à apresentação. 

Jani Semicek – 1a. secretária

 

Novo Associado da Aliflor - ALCEDO MACIEL

 

ALCEDO MACIEL - Natural de Bagé, RS. Vida profissional em Porto Alegre,como  advogado e membro do Tribunal de Contas do Estado.

Morou no Rio, de 1984 a 2004. Desde então, vive em Florianópolis. Obras Publicadas: Reflexões ( crônicas ) e Devaneios (poesias). No prelo há 3 anos: Meias Cartas de Amor ( romance).