quarta-feira, 2 de março de 2016
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
A noiva - Poema de Vilmar Machado
A NOIVA
De branco vestida a leve
menina,
lá vem minha joia, minha pérola fina.
De branco vestida como no batizado,
agora caminha com o noivo ao lado.
lá vem minha joia, minha pérola fina.
De branco vestida como no batizado,
agora caminha com o noivo ao lado.
La vem a menina, que cresceu e estudou,
leveza no olhar a doce donzela,
com passos tão finos,
um traço só dela.
leveza no olhar a doce donzela,
com passos tão finos,
um traço só dela.
Generosa, elegante e
batalhadora
lá vem a menina, esbelta, honesta e
sincera, vence qualquer guerra
e se preciso for, o passo apressa.
lá vem a menina, esbelta, honesta e
sincera, vence qualquer guerra
e se preciso for, o passo apressa.
De branco vestida, de flor
salpicada.
Com passos leves lá vem meu encanto
num passo só dela,
vai entrando a Cinderela.
Com passos leves lá vem meu encanto
num passo só dela,
vai entrando a Cinderela.
Corri para vê-la, suave
menina
de vida alegre, bem solta e faceira
no encanto da vida, na festa do amor
lá vai meu carinho, receba meu amor.
de vida alegre, bem solta e faceira
no encanto da vida, na festa do amor
lá vai meu carinho, receba meu amor.
Me uno a todos, que
conhecem os filhos
entendem portanto, meu encanto e brilho
missão bem cumprida
disso me orgulho.
entendem portanto, meu encanto e brilho
missão bem cumprida
disso me orgulho.
Ao noivo meu carinho, quase
um filho é
Amar é ser nobre, isso você é.
Missão de Maria, missão de José,
Juntos na oração, felizes na fé.
Amar é ser nobre, isso você é.
Missão de Maria, missão de José,
Juntos na oração, felizes na fé.
Poema de Vilmar Machado
Florianópolis, 20 de
janeiro de 2016
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Costumeiro e Contumaz - Texto de Ivonita Di Concílio
Costumeiro
e contumaz: duas palavras que confundem algumas
pessoas, mas definem ambas um hábito que pode se transformar em vício.
Para mim, como
exemplo, na década de 70, quando eu ainda trabalhava na Agência Nacional em Porto
Alegre, havia um serviço especial das sucursais de todo País: sinopse das
notícias dos jornais era enviada à matriz, em Brasília pela manhã, para o
Presidente da República ler.
Como eu era a única
digitadora, na época, aprendi a sintetizar as matérias e isso se tornou costumeiro. A partir dessa necessidade fui
aprimorando as maneiras de expandir ou diminuir os relatos.
Mais tarde, já morando
em Florianópolis, consegui trabalhar no Jornal A Gazeta, onde precisava criar,
diariamente, uma crônica. Muitas vezes, a inspiração não me ajudava e eu tinha
que captar uma ideia fosse lá qual fosse. O que importava era fazer a crônica.
Dessa forma acostumei a escrever com ou sem motivação.
Temos, então, a
explicação para a palavra “costumeiro”
– que quer dizer hábito, simplesmente.
Dessas necessidades de
inovar e “tirar da manga” uma inspiração me aventurei a escrever, escrever e
escrever.
Já editei quatro
livros, participei de algumas coletâneas (não concordo com “antologia”), estou
escrevendo uma autobiografia - A Ponte; dois romances de ficção - O Pacto e o
outro ainda sem título.
Não consigo parar de
escrever e a isso se chama contumaz, sendo
que cada trabalho é um pedacinho da minha vida, assim como tenho a necessidade
de respirar, preciso escrever.
Ivonita Di
Concílio/2016
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Procura de Identidade - Poema de Jani Semicek
Procura da Identidade
Quem é você, Ilustre Desconhecida?
Incoerência Perdida?
Desajuste Emocional?
Quem é você, Vã Criatura?
que chora e ri
por qualquer desventura?
Quem é você, Amarga Lembrança?
que quer voltar a ser criança
mas não sabe ser feliz?
Quem é você, Desejo Atormentado?
Pecado do Pecado
Resto da Solidão???
Jani Semicek (11/9/93)
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Praia do Santinho
Hoje, em 27 de janeiro de 2016, veio a vontade de escrever e inspiro-me
na Praia do Santinho, onde estou desfrutando do verão no seu primeiro mês. E é,
inegavelmente, um tema louvável pela importância que tem sua imagem, paisagem,
história e serventia.
A Praia do Santinho fica no norte da Ilha de SC, depois da Praia dos
Ingleses, sentido leste, trafegando-se pela Rodovia Estadual 406. Tem uma
extensão de 2200 metros e, apesar de suas águas serem muito movimentadas,
avisando perigo constantemente aos turistas, ela é a mais linda e a mais limpa
da ilha. E tão límpida que se sente no ar um cheiro de siri, veem-se os
peixinhos e, no fundo, a areia embolada pela agitação, num relevo em forma de
piscininhas, onde as crianças brincam relaxadas. “Esta é a minha praia”.
Pela manhã o sol nasce entre as nuvens cortando as imagens das pedras
nos morros que molduram os extremos da extensão. Mais à direita, no final da
mesma, encontra-se a Ponta das Aranhas, que por estar próxima às Ilhas das
Aranhas, recebeu essa nomeação geográfica. Essas Ilhas eram três muito próximas
e, por isso, mais tarde, foram consideradas apenas duas, chamadas Ilhas das
Aranhas por haver muitas aranhas na região. Ouve-se o ilhéu até hoje chamá-las
de “Dazaranhas”.
E por que Santinho e não Praia das Aranhas?
Existe uma lenda que na ponta dos rochedos aparecia um santo, santinho;
outros acreditavam ser coisas de bruxaria ou similar. A região é rica em
inscrições rupestres deixadas pelos homens do Sambaqui, importante registro
histórico para pesquisas e visitação, mas que na época eram vistas como coisas
do demônio ou das bruxas. O fato é que a praia está registrada como Praia das
Aranhas, mas como foi, por muito tempo, chamada de Santinho e, após 1990 ter a
construção de um empreendimento hoteleiro, denominado Costão do Santinho, o
topônimo pegou.
Praia dos deuses, dos ricos, dos pobres e dos pescadores. Fonte de renda
na Pesca e no Turismo.
Com alguns restaurantes, algumas pousadas, casas residenciais
disponíveis à locação, comércio ascendente, muitos moradores aposentados que vêm
da própria ilha, ou de fora, aqui fixam residência e pescadores nativos que vivem
da pesca artesanal, Santinho, aos poucos vai recebendo a infraestrutura que sua
beleza exige.
Hoje, a praia que era tranquila, passou a ser muito frequentada e
descoberta pelos turistas que costumavam veranear em praias vizinhas. Mas a
poluição do Rio Brás e outros meios poluentes, motivada pela falta de cuidado,
respeito e conscientização dos próprios usuários e mais o descaso das
autoridades competentes em tomar devidas providências, muitas praias das
quarenta reconhecidas, ficaram inadequadas para o banho e lazer. Que lástima!
Hoje chegando, seja pela manhã, tarde ou noitinha, a praia do Santinho parece
Copacabana. Lotada! – Ih! Descobriram nossa praia! - ouve-se de alguém.
E o que se espera?
Que volte à normalidade. Não para aliviar interesses de moradores no
ganho de areia, praia e mar... Mas sim que as praias lindas de Florianópolis
ganhem saúde, respeito, educação e prestação de serviço tanto dos usuários,
moradores, quanto das autoridades no cumprimento de suas atribuições.
Afinal há bônus e ônus em questão.
E aí, minha linda e bela Santinho, eu voltarei para usufruir deste
pedaço de mundo, maravilhoso, afrodisíaco, cheiroso e gostoso, com cheiro de
mar.
Texto de Janice de Bittencourt Pavan
Verão - poema de Clara Irmes Macário
Verão
Chegou o verão!
São barracas, praia, alegria!
Corpos bronzeados na areia...
Quanto prazer!
Falam de tudo, até da
vida alheia,
mas não é por mal, todos tem o seu lazer.
Sob a estrela-guia
( sem essa, não é verão)
está ele, o
Sol, senhor da estação.
O mar também entra
em cena...
Quanta beleza, quanta emoção!
Tanto pra gente grande,
como pra gente pequena!
Clara Irmes Macário
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
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